Zelensky diz que foi “brilhante” ataque ucraniano com drones contra bases russas
O ataque ocorreu pouco antes das negociações de paz programadas para segunda-feira (2) em Istambul, Turquia. Zelensky enfatizou que, embora a Ucrânia esteja engajada tanto em ações defensivas quanto ofensivas, o país não optou por entrar em guerra, mantendo seu compromisso com um cessar-fogo total e incondicional.
- 2 de junho de 2025
- Em: Internacional
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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, enalteceu neste domingo (1º) o êxito da operação “Teia de Aranha”, que consistiu em um ataque com drones explosivos a bases aéreas russas. De acordo com Zelensky, o plano foi elaborado ao longo de um ano e meio, culminando na destruição de mais de 40 aeronaves inimigas.
Em seu pronunciamento, Zelensky destacou que o comando da ofensiva estava estrategicamente posicionado em uma área próxima a uma instalação do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB), antiga sede da KGB, situação considerada “curiosa”, tendo em vista a magnitude do ataque.
O presidente explicou que a operação contou com o uso de 117 drones, transportados disfarçadamente em contêineres de madeira, movidos por caminhões, e que aproximadamente 34% dos porta-mísseis de cruzeiro estratégicos russos, armazenados nas bases atacadas, foram eliminados. “Podemos afirmar com segurança que esta foi uma operação única, planejada e executada com perfeição”, afirmou Zelensky.
Além disso, o líder ucraniano ressaltou que os alvos escolhidos na missão eram exclusivamente equipamentos militares russos utilizados contra a Ucrânia, afirmando que a Rússia sofreu perdas “significativas, justificadas e merecidas”. Ele garantiu que operações semelhantes continuarão ocorrendo: “É gratificante ver que algo que autorizei há um ano e meio se concretizou, privando os russos de mais de 40 aeronaves estratégicas. Continuaremos esse trabalho.”
O ataque ocorreu pouco antes das negociações de paz programadas para segunda-feira (2) em Istambul, Turquia. Zelensky enfatizou que, embora a Ucrânia esteja engajada tanto em ações defensivas quanto ofensivas, o país não optou por entrar em guerra, mantendo seu compromisso com um cessar-fogo total e incondicional. Ele reforçou que a proposta feita à Rússia é “lógica e realista”.
Enquanto isso, a Rússia também intensificou o emprego de drones no conflito, realizando um ataque recorde no sábado (31), quando quase 500 drones foram lançados sobre território ucraniano, conforme informações da força aérea de Kiev. Há também relatos de que Moscou estaria preparando mísseis Kalibr para serem lançados a partir de porta-aviões.
“Sabemos exatamente com quem estamos lidando. A Ucrânia e o povo ucraniano se defenderão com todos os meios disponíveis”, declarou Zelensky. Ele informou, ainda, ter realizado reuniões com os ministros da Defesa, das Relações Exteriores e com líderes militares para definir a postura do país para o encontro em Istambul, que poderá ser decisivo para o desfecho do conflito iniciado em fevereiro de 2022.