A Inglaterra dá um choque de realidade na agenda woke
As recomendações agora seguem para uma fase de consulta pública, mas a mensagem do governo britânico é clara: questões ideológicas não prevalecerão sobre a saúde e o bem-estar infantil.
- 28 de abril de 2025
- Em: Internacional
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A Inglaterra implementou mudanças significativas em sua política de saúde pública ao determinar que crianças encaminhadas a clínicas de “transição de gênero” pelo NHS (Serviço Nacional de Saúde) passarão, obrigatoriamente, por avaliações para autismo, TDAH e outros possíveis transtornos psicológicos.
Tal decisão tem como base a Cass Review, um estudo que apontou o alto índice de jovens neurodivergentes entre aqueles diagnosticados com disforia de gênero, indicando que, em muitos casos, questões mentais ou comportamentais podem estar na raiz do sofrimento, e não necessariamente uma identidade trans, como defendido por setores ativistas.
O governo do Reino Unido aproveitou ainda para enfatizar sua posição oficial de reconhecimento apenas dos gêneros masculino e feminino, fundamentados no sexo biológico. Essa postura representa uma resposta direta à pressão de movimentos que propõem identidades de gênero variadas e dissociadas dos parâmetros científicos tradicionais.
O NHS, com essa nova diretriz, passará a adotar uma avaliação global que envolve a saúde mental, o desenvolvimento sexual e o contexto familiar das crianças. Tal abordagem se distancia do método praticado pela clínica Tavistock, acusada de recomendar bloqueadores hormonais de maneira apressada e sem a devida cautela.
No entanto, há quem critique o plano, argumentando que, mesmo assim, a possibilidade de acesso a hormonização permanece em aberto para alguns casos, sem atacar fatores sociais subjacentes ao aumento do número de diagnósticos de disforia em jovens.
As recomendações agora seguem para uma fase de consulta pública, mas a mensagem do governo britânico é clara: questões ideológicas não prevalecerão sobre a saúde e o bem-estar infantil.