Governo prevê flexibilização na fiscalização sanitária com objetivo de reduzir preços dos alimentos
De acordo com o ministro da Agricultura, o presidente deve detalhar essas ações, e reuniões adicionais estão agendadas para hoje à tarde a fim de ajustar os pormenores. O governo também incluiu convites para figuras importantes, como Ricardo, para participar das discussões.
- 7 de março de 2025
- Em: Economia
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está prestes a introduzir um conjunto de medidas nesta quinta-feira, com a intenção de baixar os preços dos alimentos, conforme informado pelos ministros.
De acordo com o ministro da Agricultura, o presidente deve detalhar essas ações, e reuniões adicionais estão agendadas para hoje à tarde a fim de ajustar os pormenores. O governo também incluiu convites para figuras importantes, como Ricardo, para participar das discussões.
Entre as estratégias, uma das principais é a flexibilização da fiscalização sanitária dos produtos alimentícios, permitindo a sua circulação mais livre entre estados e municípios, sem a obrigatoriedade de passar pelos principais sistemas de inspeção.
Impacto dos preços dos alimentos
O Planalto percebe que a elevação dos preços dos alimentos é um fator crucial na queda de popularidade do governo de Lula. Desde o início do ano, o governo tem trabalhado em diversas estratégias para controlar a inflação, embora ainda não se observe um impacto significativo na percepção do público.
De acordo com uma pesquisa da Quest, a percepção de deterioração econômica no país parece contrastar com a narrativa oficial que afirma um crescimento acima das expectativas. Apesar dos indicadores apontarem um avanço, a realidade enfrentada pelos consumidores não reflete tal melhoria, sendo os preços dos alimentos o principal indicador desse descompasso.
O estudo, realizado em oito estados, revela que mais de 90% das pessoas acreditam que os alimentos ficaram mais caros no mês passado.
“Mesmo em São Paulo, onde a inflação acumulada dos alimentos alcançou 10% em 2024, e em Salvador, onde foi de 5,84%, 95% das pessoas perceberam um aumento nos preços no último mês”, ressaltou Felipe Nunes, autor da pesquisa, em uma publicação nas redes sociais.
Em 2024, os alimentos apresentaram um aumento médio de 7,69%, superando a inflação oficial do país de 4,83%, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O segmento de Alimentação e Bebidas foi responsável por acrescentar 1,63 ponto percentual ao IPCA no ano.
O aumento mais significativo foi observado nas carnes, um dos compromissos de campanha de Lula, que registraram um acréscimo de 20,84% em 2024, impactando a inflação total em 0,52 ponto percentual.
Fonte: Exame