Cinco empresas do Brasil figuram entre as gigantes do varejo global
O Assaí Atacado conquistou, inclusive, o melhor posto já atingido por uma empresa nacional, ficando em 92º lugar.
- 3 de maio de 2025
- Em: Economia
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Segundo o ranking global da Deloitte — considerada uma das mais relevantes consultorias do mundo — o Brasil alcançou seu melhor desempenho histórico no cenário do varejo internacional em 2024. Desta vez, cinco empresas brasileiras foram classificadas entre as 250 maiores do planeta, evidenciando a força e competitividade do setor, mesmo diante de um ambiente econômico adverso, com juros elevados e elevado índice de endividamento familiar.
As companhias que garantiram espaço na prestigiada lista são:
Assaí (92ª posição)
Magazine Luiza (156ª)
Raia Drogasil (169ª)
Casas Bahia (205ª)
Natura (214ª)
Essa conquista só foi possível graças a estratégias voltadas à digitalização, foco em itens essenciais e práticas de preços competitivos. O Assaí conquistou, inclusive, o melhor posto já atingido por uma empresa nacional, ficando em 92º lugar.
Performance das brasileiras no cenário global
Anteriormente, o Brasil costumava ter, no máximo, três representantes no ranking global da Deloitte. O avanço é atribuído, segundo Paulo de Tarso (sócio da consultoria), a uma gestão eficiente, investimentos em tecnologia e rápidas adaptações às mudanças dos consumidores. Isso tudo aliado à responsabilidade social e ao compromisso com a sustentabilidade — fatores cada vez mais valorizados no ambiente internacional.
Entre os destaques, o Assaí apresentou um crescimento significativo: em 2024, obteve lucro líquido de R$ 769 milhões e registrou receita de R$ 73 bilhões, com expansão de 8,3% e 11%, respectivamente, em relação ao ano passado.
Já a Raia Drogasil exibiu resultados robustos, alcançando um lucro ajustado de R$ 1,3 bilhão e receita de R$ 38 bilhões, com taxas de crescimento de 16% e 14%. O diferencial da empresa está na ampla capilaridade da rede e na aposta em conveniência para seus clientes.
No caso do Magazine Luiza, o foco em transformação digital desde a criação do Luiza Labs, em 2012, permitiu que a empresa integrasse canais como varejo físico, logística, serviços financeiros e tecnologia da informação. Grande parte das vendas hoje ocorre via aplicativo, com uso de dados para aprimorar a experiência de compra dos consumidores.
Já a Casas Bahia conseguiu superar adversidades recentes — incluindo pedido de recuperação extrajudicial em 2023 — e reestruturou-se ao ponto de reduzir o prejuízo em 54,8% e elevar o Ebitda ajustado em 300%, chegando a R$ 640 milhões no último trimestre de 2024.
A Natura, por sua vez, protege sua posição no ranking apostando em sustentabilidade e inovação, mesmo diante dos entraves nas operações internacionais da Avon. O compromisso com causas ambientais e sociais aproxima mais ainda a marca das novas gerações.
Aspectos gerais do ranking mundial
O levantamento da Deloitte mostra que alimentos, saúde e higiene somam juntos 65,5% da receita das empresas listadas entre as maiores do mundo. América do Norte e Europa continuam a dominar a lista, reunindo 83% do total das companhias, mas cresce a presença de países como Brasil, Índia e Indonésia entre os grandes do varejo, revelando um cenário mais competitivo e dinâmico globalmente.