Carga tributária atinge maior patamar em 15 anos e vai a 32,3% do PIB
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Tesouro Nacional, demonstrando uma tendência de intensificação do peso dos tributos sobre a economia brasileira após 15 anos.
- 29 de março de 2025
- Em: Economia
Explore outras notícias
Confira as últimas notícias publicadas em nosso site.
A carga tributária bruta do governo geral — que abrange os níveis central, estadual e municipal — atingiu o patamar de 32,32% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, marcando um acréscimo de 2,06 pontos percentuais em relação ao exercício anterior.
De acordo com levantamento do Tesouro Nacional, o governo central foi responsável por 21,4% desse total, enquanto os entes estaduais e municipais contribuíram com 8,5% e 2,4%, respectivamente.
Na esfera federal, a arrecadação de impostos sobre bens e serviços teve incremento de 0,81 ponto percentual do PIB. Já no cenário estadual, o aumento foi impulsionado, em grande medida, pela elevação de 0,46 ponto percentual do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) — movimento atribuído à reoneração do tributo sobre combustíveis durante o ano.
No âmbito municipal, o principal responsável pela expansão da carga tributária foi o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), que registrou alta de 0,09 ponto percentual do PIB em comparação a 2023.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Tesouro Nacional, demonstrando uma tendência de intensificação do peso dos tributos sobre a economia brasileira após 15 anos.