O mundo enlouqueceu de vez
Advogada procurada para garantir guarda de bebê reborn enfrenta acusação de ‘intolerância materna’ ao recusar o caso.
- 15 de maio de 2025
- Em: Cultura
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Advogada procurada para garantir guarda de bebê reborn enfrenta acusação de ‘intolerância materna’ ao recusar o caso.
No Brasil, bonecos e objetos não possuem personalidade jurídica, conforme as leis vigentes. A psicanalista Maysa Balduíno observa que entender o que motiva as mães de bebês reborn é complexo, destacando que cada situação é única.
A advogada Suzana Ferreira chamou a atenção nas redes sociais ao relatar que foi abordada para representar uma mulher que desejava a guarda de um bebê reborn após o término de um relacionamento. Suzana recusou o caso, explicando que não há base legal para regulamentar a guarda de uma boneca.
“A cliente ficou bastante agitada e me acusou de ‘intolerância materna’ por não aceitar a causa”, explicou.
Conforme a legislação brasileira, objetos não têm capacidade legal para serem sujeitos de direito, o que impede a tutela judicial. Contudo, Suzana ofereceu suporte legal na disputa pelo perfil de mídia social do bebê reborn, reconhecendo a legitimidade da causa.
“O Instagram do bebê reborn é motivo de disputa, pois já gera retorno financeiro através de monetização e publicidade, e a cliente acredita que a administração do perfil deveria ser compartilhada devido ao seu crescimento”, relatou.
A mulher afirmou ter formado uma família onde a boneca era parte integral. Com o término do relacionamento, o ex-parceiro manifestou o desejo de continuar com a “guarda”, alegando vínculo emocional.
Em paralelo, o Rio de Janeiro aprovou um projeto de lei para incluir o Dia da Cegonha Reborn no calendário oficial, homenageando as artesãs que confeccionam essas bonecas. O prefeito Eduardo Paes ainda precisa sancionar a medida.
A psicanalista Maysa Balduíno destaca que é desafiador entender a condição das mães de bebês reborn, afirmando que cada caso tem suas peculiaridades. Maysa não utiliza bonecas em terapias para enlutados, mas reconhece a diversidade das abordagens terapêuticas.
“Para alguns, um bebê reborn pode ser um alívio: um bebê sem vida, mas muito vivo emocionalmente para quem se vê como mãe. Representa uma maternidade mais lúdica comparada à de um bebê humano”, pondera a psicanalista.
Vida e morte são aspectos intrínsecos à maternidade, explica Maysa. “À medida que a criança cresce, a ansiedade ligada ao medo da morte flutua, alternando entre períodos de tranquilidade e apreensão”, conclui.
Onde vamos parar com essa loucura?
As pessoas estão destruindo suas vidas reais e trocando por algo que parece desconectado da realidade, parecendo ser uma forma de inconsciência ou aversão à vida concreta. O ponto central da maternidade é a gestação, vista como um presente divino que confere à mulher o magnífico papel de gerar uma nova vida. Este processo, que é tanto biológico quanto espiritual, simboliza a continuidade da espécie e a profundidade do vínculo entre mãe e filho. Através da gestação, as mulheres se tornam parte de uma obra maior, com a capacidade única de criar e nutrir, refletindo a maravilhosa complexidade da vida humana. Essa substituição por alternativas artificiais, portanto, levanta questões sobre a essência da maternidade e quais são realmente os valores que desejamos preservar em nossa sociedade.
Assista o vídeo: https://youtube.com/shorts/MuMZR3x7bLY?feature=share